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10/11/07

A LUTA PELO DIREITO

Disponibilidade: www.brasilcultura.com.br

A Semana da Consciência Negra por todo Brasil, que tem seu marco de reconhecimento no dia 20 de novembro, rememora a luta libertária dos negros e excluídos pela afirmação de sua cidadania. Em Manaus, a Câmara Municipal aprovou e o Prefeito Serafim Corrêa sancionou a data como feriado municipal, dando visibilidade as políticas públicas afirmativas e contrariando os beletristas da história que fazem por tudo para negar a presença dos negros e afro-descentes na formação do povo do Amazonas, cultuando o saudosismo de um lusitanismo colonial do branqueamento da raça.

Agenda de discussão contempla várias manifestações com leituras diferenciadas, possibilitando amplas análises sobre os fatos numa perspectiva de se dar visibilidade a causa e arrebatar novos atores e parceiro para lutar pelo direito de alteridade cultural num contexto republicano.

IV Semana da Consciência Negra

Disponiblidade: www.sampaist.com

Disponiblidade: www.sampaist.com

O FOPAAM - Fórum Permanente Afro-descendente do Amazonas e entidades parceiras estarão realizando a IV Semana da Consciência Negra com palestras e outras manifestações culturais, cumprindo a seguinte pauta:

Dia 13 a 16: Seminário Nacional de Educação e Diversidade -FACED/ UFAM

Dia 18: Celebração Afro-religiosa - Área Missionária São Francisco e Centro Cultural dos Povos da Amazônia
Instalação da Foto: Sala “Nestor Nascimento” e
Lançamento de Fascículo: Comunidade Negra São Benedito – Praça XIV
Inauguração: Espaço Cultural “Mestre Vermelho”
Horário: 15h. FAC/FOPAAM/COMUNIDADE NEGRA S.BENEDITO

Dia 19: FACULDADE SALESIANA DOM BOSCO: “Presença Negra – Trajetória e Ações Afirmativas no Amazonas” - (Experiências de Educação p/ Diversidade nas Escolas; Apresentação de pesquisas/ Lançamento do Fascículo Praça XIV) . Horário: 18h

Dia 20: Evento Festivo: Quadra da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade – Morro da Liberdade - (Programação a confirmar).

Dia 22: Distrito Leste I – SEMED/Semana da Consciência Negra. Centro Cultural – São José II.

Dia 24: Seminário - Estatuto da Igualdade Racial - a confirmar - (CMM/SEMDH/FOPAAM/OUTROS.) O FOPAAM e suas entidades filiadas serão responsáveis pela coordenação geral do Seminário, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal e Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SEMDH). O Seminário terá a duração de oito (08) horas. O Estatuto (Lei 3.198/2000).

Dia 24: Celebração Afro-religiosa – Comunidade São Benedito – Cidade de Deus 19h.

Dia 25: Atividade Festiva de Encerramento: Comunidade Negra São Benedito – Praça XIV. Lançamento do Fascículo nº 16, do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia /UFAM, contando a história da Origem, Criação e Desenvolvimento da Comunidade Negra São Benedito – Praça XIV tendo como realizadores os próprios moradores. Horário:12H.

Contato: Dulci Batista (Cáritas/AM) – 9113 – 2634/Arlete Anchieta (Faculdade Salesiana Dom Bosco) – 96020990 Gérson Priante (SEMED) – 3625-9390 Gláucio da Gama (SEMED) – 9607-4586/ Lino João de (Dep. Antropologia /UFAM) – 9994-0185

II Ciclo de Palestra Sobre Cultura Afro-Brasileira

Disponibilidade: www.brasilcultura.com.br/

O Núcleo de Pesquisas em Política, Instituições e Práticas Sociais da UFAM com apoio do CARMAA – Coordenação das Religiões de Matrizes Africanas e Ameríndia da Amazônia estará realizando o II Ciclo de Palestra durante a Semana da Consciência Negra, em Manaus, no Auditório da Câmara Municipal, no dia 14 próximo, sobre a coordenação da professora Patrícia Melo Sampaio, do Departamento de História da UFAM.

14h30: Olhares inquisidores – negros, índios e tapuias na Amazônia do século 18. Palestrante: Maria Olindina de Oliveira – Mestranda.

15h00: Etnia, trabalho e cidadania: Africanos Livres na Amazônia do século 19 – Professora Patrícia Melo Sampaio – Depto. De História.

15h30: Para além das fugas: um estudo sobre alforrias no Amazonas Imperial – Provino Pozza Neto – Graduando de História.

16h: Outras faces da liberdade – fugas e fugitivos escravos no Amazonas Imperial – Ygor Olinto Rocha – Graduando de História.

16h30: De Inzo Mucambo Tata Mutalambô ao Abassá de Angola Nengua Queceamsi – o candomblé de Angorá em Manaus – Luciney Araújo – Graduando de Ciências Sociais.

17h: O que é que a Mina tem? Raízes históricas do Candomblé no Amazonas – Alberto Jorge Rodrigues da Silva – psicólogo e pesquisador.
Contato: Departamento de História da UFAM – (92) 3642-2633.


- Postado por: Comissão Editorial às 12h03 AM
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9/11/07

MIRATINGA

Disponibilidade: www.centrinho.usp.br/

Disponibilidade: www.centrinho.usp.br/

Educação em Debate

Criado desde 2004, o FEAM – Fórum de Educação do Amazonas é um espaço de discussão para se avaliar, propor e formular políticas públicas, que contemplem diretamente a prática educacional como “atividade transformadora da sociedade”, conforme sua Carta de Princípios.

O Fórum reúne todas as quintas-feiras, na sede do Conselho Estadual de Educação, situado a rua José Paranaguá, centro histórico de Manaus, da 8 às 12h. Excepcionalmente, na sexta-feira (9/11) passada, se reuniu o dia todo para definir os encaminhamentos do II Simpósio - Educação em Questão: Avaliando o PDE.

Os eixos de discussão foram definidos do Simpósio e estão centrados nos seguintes temas: Análise de Educação no Amazonas; Instituições de Ensino Superior/ Reforma Universitária; Educação de Jovens e Adultos/ Educação a Distância; Investimentos/ Financiamentos: FUNDEB; Incentivos/ Premiação/ Piso Nacional do Professor; Avaliação/ Estágio e Valorização do profissional da Educação (formação, jornada e carreira). Outras informações pelo telefone: 3234-5074.

Conferência Nacional de Educação

Durante três dias, a partir da terça-feira (30/10), cerca de 60 membros da Campanha Nacional pelo Direito à Educação ficaram reunidos na capital federal, com o objetivo de preparar a participação da entidade na CONEB - Conferência Nacional de Educação Básica, que será realizada em São Paulo, entre 14 e 18 de abril de 2008.

A Campanha é uma ONG - Organização não-governamental de âmbito internacional voltada para educação e terá 39 delegados e sete observadores na conferência. Na reunião preparatória em Brasília, os integrantes da Campanha discutiram o modelo de estado e o sistema nacional articulado de educação, além de debaterem também os quatro eixos temáticos propostos pela CONEB: democratização da gestão e qualidade social da educação; inclusão e diversidade na educação básica; formação e valorização dos profissionais da educação básica e financiamento da educação.

Outro tema em discussão foi à preparação também para a Assembléia Mundial da Campanha Global pela Educação, que acontecerá em São Paulo de 22 a 24 de janeiro próximo. O pré-lançamento da assembléia ocorreu no dia 30 passado, contando com a presença da educadora peruana, Nélida Céspedes, representante do Comitê diretivo da Campanha Global e da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação.

Pré-Conferência no Amazonas

O governo do Amazonas, através da SEDUC – Secretaria de Estado da Educação e Qualidade de Ensino, estará promovendo em todo estado nos dias 13 e 14 próximos, as pré-conferências de educação para se discutir os eixos temáticos da CONEB -Conferência Nacional de Educação Básica, a ser realizada em São Paulo, entre 14 e 18 de abril de 2008.

No momento deverão ser escolhidos democraticamente nas pré-conferências, os representantes educacionais para participar da Conferência Estadual de Educação, que será sediada em Manaus, nos dias 21, 22 e 23 de novembro, quando serão escolhidos os representantes do estado para participar da CONEB.

É importante lembrar que a Conferência Nacional é um espaço democrático de discussão e formulação de propostas, aonde os embates das idéias se dão por meio das análises das conjunturas, sobretudo, estará em debate o PDE - Programa de Desenvolvimento Educacional e a definição de novas estratégias para fazer valer o compromisso dos governantes com a educação na esfera de sua competência, como direito de cidadania e justiça social.

Reitores são convocados pelo TCU

Nos dias 27 e 28 de novembro, o TCU - Tribunal de Contas da União de Brasília promoverá o primeiro Fórum sobre as Instituições Federais de Ensino Superior. Durante o seminário, reitores e especialistas debaterão temas como gestão de pessoas, hospitais universitários, desempenho institucional, fundações de apoio e fontes de financiamento e autonomia financeira e orçamentária das Instituições Federais de Ensino Superior. O ministro da Educação, Fernando Haddad, o reitor da Universidade de Brasília, Timothy Mulholand, e ministros do TCU participarão do seminário. Para mediar os debates foram convidados o senador Cristovam Buarque, Presidente da Comissão de Educação do Senado Federal, os deputados Gastão Vieira, Carlos Abicalil e Paulo Renato Souza, membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, além do Diretor-Geral do Hospital do Coração, Adib Jatene.

Pela Saúde do Professor

A Presidente do SINTEAM – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas, professora Isis Tavares Neves, em reunião do Fórum de Educação, denunciou que 38% dos professores do Estado estão acometidos da Síndrome de Burnout. Uma espécie de resposta ao stress laboral crônico.

O mal-estar é expressão do sofrimento psíquico e da deterioração afetiva do profissional, que prejudica sua relação com o trabalho e com as pessoas. Para os neuropsicólogos a doença traz conseqüências não só do ponto de vista pessoal como também do ponto de vista institucional, é o caso do absenteísmo, da diminuição do nível de satisfação profissional, aumento das condutas de risco, inconstância de empregos e repercussões na esfera familiar.

O fato é tão grave que requer de imediato uma posição do governo quanto às providências a serem tomadas para se combater os males sofridos pelos professores da rede pública , garantindo a saúde dos professores.

Não precisa ser um mega especialista para saber que a causa não é meramente biológica, mas resulta, sobretudo, das condições de trabalho e das políticas de desvalorização implementadas contra os profissionais de educação, gerando mal-estar em toda a categoria.

Na Contra-mão

A Educação está em pauta. O editorial da Folha de S. Paulo (31/10) baseado em estudos da consultoria McKinsey referente aos melhores sistemas de ensino do mundo é categórico quando emite o seguinte parecer: contratar os melhores mestres e obter deles o máximo desempenho.

Diante disso, os resultados de outro estudo, sobre as redes estaduais de São Paulo (SP) e Rio Grande do Sul (RS) sugerem que o ensino público no Brasil está na contra-mão.

O editorialista menciona também a Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, que investigou a folha de professores nos dois Estados, com uma média de salário de R$ 1.461, em SP e R$ 1.183, em RS, sendo insuficientes para atrair os melhores formando das faculdades. “Embora o estudo pondere que em relação ao PIB per capta o valor não seja baixo, mas a remuneração desestimula a opção pelo magistério”, conclui o editorial.


- Postado por: Comissão Editorial às 11h21 PM
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8/11/07

A CRÍTICA AO INTERVENCIONISMO ECÔNOMICO

Imagem: www.fourletterword.org.uk


*Kleiner Michiles


A tese da vitória ou superioridade do Capitalismo sobre o Socialismo esta baseada em uma premissa falsa: confundir o sistema capitalista com O Estado de Bem-estar que preponderou na América do Norte e na Europa Ocidental, a partir da Segunda Guerra Mundial. Tal noção se constitui em dupla fraude. Primeiro porque supõe que as condições econômicas e políticas peculiares daquele período sejam mantidas eternamente, ainda que para um grupo reduzido de nações privilegiadas. Em segundo lugar, porque pressupõe que o mundo inteiro possa avançar rumo à construção de opulentas sociedades de consumo.

Durante o pós-guerra ocorreram situações específicas que levaram as principais potências capitalistas a uma espécie de “bonança conjuntural”. Por um lado, o conflito bélico destruiu as forças produtivas que o capital já não era capaz de assimilar e abriu a possibilidade de uma longa expansão de suas economias. Por outro, a extensão do socialismo a um considerável grupo de países da Europa Central fortaleceu sua credibilidade como sistema alternativo e fez crescer a influência de suas idéias em todo o mundo. Dessa forma, a economia e a política impulsionaram os paises capitalistas desenvolvidos a generalizar o esquema keynesiano, no qual a reprodução do capital era compatível com elevados níveis de emprego e salários, a extensão de políticas de distribuição e assimilação das demandas sociais através da democracia burguesa.

O Estado de Bem-estar baseou-se na dominação, na subordinação, na exploração e na desigualdade entre os seres humanos e as nações, porém, serviu para propagar a idéia de que o crescimento, o equilíbrio e a estabilidade alcançados pelo dito Primeiro Mundo seriam irreversíveis e o capitalismo desenvolvido poderia se estender a toda humanidade.

A expansão continua garantir a acumulação de riquezas e, alé
m disso, gerava excedentes que eram utilizados para “comprar” a tranqüilidade e estabilidade social. O sistema precisava que os partidos políticos “terceiristas” (sociais democratas e democratas cristãos) desempenhassem a função de assimilar as demandas sociais, além de sintetizá-las e convertê-las em políticas governamentais. Parecia coerente que o Estado proporcionasse um conjunto de serviços sociais necessários à reprodução da força de trabalho (capacitação, saúde, entre outros), já que seria uma forma de custeá-la com os impostos arrecadados de toda a sociedade. Este fenômeno se estendeu a certos setores, principalmente urbanos, de uma parte da periferia, ainda que de maneira viciada pelas práticas clientelistas e prebendatarias.

Amin e Casanova (1985) afirmam que as transformações ocorridas no mundo a partir da década de oitenta são resultado da crise paralela dos três esquemas produtivos vigentes durante o pós-guerra: o modelo keynesiano-fordista nos paises capitalistas desenvolvidos, a versão de construção do socialismo aplicada na União Soviética e em outros paises europeus e o desenvolvimento populista variante do keynesianismo nas nações subdesenvolvidas. Por um lado, concluiu uma etapa em que a reprodução do capital era compatíveis com os níveis relativamente altos de empregos, salários e distribuição social da riqueza nas grandes potências capitalistas. Por outro, a queda da União Soviética, precedida por uma grande perda de credibilidade, eliminou a necessidade de manter o modelo do capitalismo bondoso. Sendo assim, os fatores políticos e econômicos que possibilitaram a criação do Estado de Bem-estar, desapareceram com a mesma simultaneidade com que haviam surgido.

A drástica e crescente redução do emprego, dos salários e da redistribuição da riqueza que tem lugar sob o neoliberalismo não é um fenômeno transitório e adequável no sistema, mas uma conseqüência estrutural da reprodução do capital nas atuais condições. O capitalismo mostra novamente, de forma descarada sua natureza destrutiva e autodestrutiva. O recurso da guerra quase sempre utilizado em épocas anteriores para criar novas condições de expansão pode provocar a extinção da vida repentina no planeta e desgastes políticos irreparáveis, (com o que esta acontecendo na guerra do Iraque). Em suma, o capitalismo não se encontra na posição de triunfo e poder, que muitos lhe atribuem, mas em grave crise que só poderá sair como declarou o manifesto comunista há mais de cinqüenta anos, “preparando crises mais extensas e violentas e diminuindo os meios de preveni-las”.

A defesa do capitalismo através de recursos que mostram somente seu “lado bom” não é novidade. O paradoxo é que essa falácia continua a ser utilizada ainda hoje tão eficazmente, apesar de seu “lado bom” corresponde ao modo de funcionamento deste sistema essencialmente nas potências industrializadas e durante uma etapa já ultrapassada. Nos últimos anos acumularam-se evidências suficientes do aumento do abismo existente entre o mundo desenvolvido e o subdesenvolvido. Também há de se ressaltar o crescimento da polarização social em todas as nações. Os governos e as forças políticas dominantes nos países da América do Norte e Europa Ocidental proclamam abertamente a morte do Estado de Bem-estar. Entretanto, sua imagem continua sendo utilizada como paradigma da sociedade capitalista.


Referência Bibliográfica: AMIN, Samir;CASANOVA, Pablo González. La nueva organización capitalista mundial vista desde el Sur; Mundialización y acumulación. Barcelona: Anthropos 1985.

* É estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Contato: ncpamz@gmail.com

AVISO: O artigo publicado com assinatura é de responsabilidade exclusiva de seu autor.


- Postado por: Comissão Editorial às 07h15 AM
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5/11/07

NOVEMBRO REPUBLICANO: FESTA DE ZUMBI

Disponibilidade: www.escolaosvaldocruz.spaces.live.com

Disponibilidade: www.escolaosvaldocruz.spaces.live.com

No dia 15 de novembro, celebra-se a Proclamação da República do Brasil,marco regulador de um novo ordenamento jurídico e político, desatando as amarras da Monarquia escravocrata, sendo instituído, formalmente, o Federalismo, com autonomia do Estado em relação ao Poder Eclesiástico dominante. Decreta-se também, o funcionamento dos Três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – e por último, convoca-se a Assembléia Nacional Constituinte.

O processo inaugurado em 15 de novembro de 1889, que parecia ser apenas um simulacro das oligarquias rurais brasileiras ganhou corpo e legitimidade com a Revolução de 30, quando o povo tomou para si a luta pelo Direito, celebrando nas ruas e nas urnas a liberdade do voto.

Mas muito antes, no século XVII, o rebelado Zumbi dos Palmares, na Serra da Barriga, em Alagoas, denominada por Nina Rodrigues como a Tróia Negra, construía o seu quilombo, mobilizando negros, índios e amantes da liberdade para lutar contra a escravidão e mandonismo das oligarquias rurais, prática libertária que multiplica por todo território nacional, inclusive nos sertões da Amazônia.

Por Zumbi dos Palmares e pelo valor da liberdade, que é o fundamento do Estado Republicano, celebramos a Semana da Consciência Negra no Amazonas, sob a direção do Movimento Negro e do CARMAA – Coordenação Amazônica de Religião de Matrizes Africanas e Ameríndias, cumprindo a seguinte agenda de mobilização:

Dia 1 de novembro – Assinatura da Lei 1159/07 pelo Prefeito de Manaus, instituindo o 13 de maio como a data para se homenagear as religiões de matrizes africanas e ameríndias. Às 19 horas, houve também o ensaio geral do Afoxé, no Terreiro da Mãe Isabel, no Alvorada I.

Dia 12 e 14 – Seminário da CARMAA, na Câmara Municipal de Manaus, das 14 às 17h, com manifestações culturais;

Dia 18 – Abertura da Semana da Consciência Negra do Fórum do FOPAAM, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia;

Dia 20 – Ato de manifestação do Movimento Negro do Amazonas na Avenida Eduardo Ribeiro, Centro Histórico de Manaus, às 16h;

Dia 21 – Tribuna popular no Plenário da Câmara Municipal de Manaus das 9h e às 13h Sessão especial;

Dia 23– Seminário - Realidade e Resistência Negra no Brasil – às 8h auditório Rio Solimões no ICHL/UFAM;

Dia 24 - Encerramento com a celebração nos Terreiros de Manaus.


- Postado por: Comissão Editorial às 02h50 PM
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4/11/07

MIRANTE DO COTIDIANO

                                         Foto: Ademir Ramos

5 de novembro: Dia Nacional da Cultura

Instituído pela Lei nº 5.579/70, em reconhecimento à data natalícia de Rui Barbosa. 

Nossas homenagens aos artistas, poetas, escritores, artesãos, mestres, músicos, produtores culturais, enfim a todos que interpretam com arte e estilo, em cores e versos, em ritmos e danças, a vida do povo brasileiro. No momento, para “ornar” a celebração da cultura no Amazonas, recorremos ao registro fotográfico, documentando a presença do venerado percussionista Nana Vasconcelos, em companhia da inimitável Lucinha Cabral e do criativo percussionista Marinho.

Só alegria. O encontro foi  uma grande oportunidade para religar talento, competência e técnica.  Lucinha e Marinho são artistas amazonense, dominam o palco como ninguém, imprimindo em suas apresentações a especificidade do fazer artístico como marca de identidade profissional. Pois,  assim como a criança é a pessoa em desenvolvimento, o artista e os demais intérpretes da cultura são operários em construção, demolindo, reconstruindo e predicando novos significados traduzidos em conceito e linguagem diversa.

A cultura é plural, o que requer de seus intérpretes a competência para abstrair e reordenar prática e sentido numa perspectiva afirmativa da diversidade. Nesta elaboração, a motivação transforma-se em trabalho competitivo, inserindo o artista, o escritor, o produtor  numa cadeia produtiva da indústria cultural, regida por uma economia de mercado.

A data é oportuna para que se reconheçam  os talentos e muito mais ainda para se avaliar o quanto o poder público tem feito pela promoção cultural em nosso Estado. Esta atitude faz-se necessária, exigindo de todos que militam na cultura aptidão para analisar as políticas públicas, a gestão  e democratização da cultura, a formação e qualificação dos artistas e promotores culturais, bem como,  a organização dos segmentos para garantir formas de participação nas políticas públicas e competitividade no mercado, em se tratando dos empreendedores culturais.

No entanto, para avaliação desse processo é importante que se tenha clareza de que:  a prioridade das políticas públicas de cultura  não deve repousar no apoio as obras que desejam competir nos esquemas comerciais e estéticos dominantes, mas promover uma vida artística e cultural ativa entre a arte e a sociedade, o que supõe que um número cada vez maior de pessoas seja apoiado nos seus desejos de criação, além de expansão dos espaços em que se inventam novas formas”, com bem define Emir Sader,  professor e sociólogo da USP.


- Postado por: Comissão Editorial às 10h36 AM
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