Postado por: Comissão Editorial às 05h24 PM
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MIRATINGA

Disponibilidade: www.masternewmedia.org
FELIZ É O POVO...
Em recente entrevista, o professor Ademir Ramos, coordenador do NCPAM, afirmava que “feliz é o povo que tem uma imprensa livre e soberana, capaz de sustentar a critica, como instrumento de participação social para o fortalecimento das instituições democráticas”. Contrário a estas manifestações tem sido a prática da imprensa brasileira nos últimos anos, conforme se pode comprovar pelos dados da ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infância, com base em 15 análises temáticas de mídia produzidas de 2000 a 2005.
O resultado desta pesquisa, no universo de 17.481 textos de jornais de todos os Estados e eventualmente de revistas, relativos à saúde do adolescente, drogas, trabalho infantil e doméstico, educação, violência e desenvolvimento humano e social, comprova que apenas 8,52% desses órgãos de imprensa, exerceram a crítica como instrumento de cidadania, cobrando e responsabilizando ou exigindo efetiva ação de políticas públicas.
Para o ombudsman da Folha de S. Paulo, Mário Magalhães, “em não cobrar, o jornalismo oculta limitações e falhas dos governos, em não responsabilizar, deixa de esclarecer os deveres do Estado [...]. Limita-se, portanto, a divulgar de modo submisso às declarações, promessas e versões das autoridades”.
O resultado desta submissão tem sido a marca de um “jornalismo com alma de release”, afirma o ombudsman da Folha (2/12). Ainda mais, mesmo acreditando que até nos pantanais nascem flores, o jovem Marx, em Escritos Políticos da Juventude, definia essa prática da imprensa “do rabo preso” como incoerência da não- liberdade “um monstro civilizado, um aborto perfumado...”.
BRASIL LANÇA EM BALI FUNDO CONTRA DESMATAMENTO
O enviado especial da BBC Brasil informa que, a ministra Marina Silva, participando de um evento paralelo à Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre mudança climática em Bali, na Indonésia, anunciou na quarta-feira passada (12/12) a criação de um novo fundo para financiar o combate ao desmatamento da Amazônia.
O fundo deve entrar em funcionamento no fim de março e já tem promessas de atrair até lá cerca de US$ 150 milhões de doadores voluntários, de acordo com o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo, um dos idealizadores do programa. Segundo ele, ao longo de um ano de estudos, bancos, supermercados, empresas aéreas e de alimentação mostraram interesse em aplicar dinheiro no projeto.
Em troca da verba, o governo brasileiro vai distribuir diplomas que certificarão a redução de emissões de carbono equivalente a cada doação. Esses papéis, no entanto, não podem ser negociados em qualquer mercado e vão servir apenas como certificados da iniciativa.
Sem expectativas de lucro, para convencer investidores o governo conta também com o sucesso do programa de combate ao desmatamento na Amazônia, que reduziu a destruição florestal em 59% nos últimos três anos. "Nos últimos três anos, o Brasil cortou 500 milhões de toneladas de gás carbônico com a redução nas taxas de desmatamento da Amazônia", disse Marina Silva. "Isso significa que estamos dando nossa contribuição para combater as mudanças climáticas." O Brasil espera atrair empresas que queiram vincular a sua imagem à diminuição de emissões de gases poluentes.
O Fundo – que vai funcionar fora dos cofres da União – deve ser gerido por um conselho consultivo formado pelos governos Federal e Estadual, organizações não-governamentais, cientistas e empresários, sendo operado pelo BNDES.
O grupo dos cientistas deve ser formado, nas palavras de Tasso Azevedo, por um "IPCzinho", em alusão ao Painel Intergovernamental para Mudança Climática, o IPCC, na sigla em inglês. Quatro cientistas brasileiros, integrantes do IPCC, vão fazer parte do grupo, além de outros quatro estrangeiros.
A captação de recursos seria atrelada ao desempenho do governo no combate ao desmatamento. Todo ano, o governo vai calcular quanto carbono deixou de ir para a atmosfera e multiplicar cada tonelada de carbono "poupada" por US$ 5. Por sua vez, o cálculo de redução do desmatamento leva em conta que cada hectare contenha cem toneladas de carbono.
Na realidade, porém, a quantidade deve ser bem maior. "As pesquisas indicam que a floresta tem de 120 a 350 toneladas por hectare", afirma o diretor do Serviço Florestal Brasileiro. "Para evitar qualquer crítica optamos por uma medida conservadora: 100 toneladas por hectare." A iniciativa é a primeira incursão do governo brasileiro nos chamados RED – como são chamados os mecanismos de redução das emissões do desmatamento em países em desenvolvimento.
Durante a reunião da ONU em Bali, a questão foi motivo de discórdia entre os países em desenvolvimento. Enquanto a maioria dos outros países com florestas tropicais queriam a inclusão da degradação (destruição em pequena escala), o Brasil preferia manter o tema fora das discussões.

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“FINANCEIRIZAÇÃO DA FLORESTA”
A política ambiental brasileira regulada pela Constituição Federal (Art. 23) ordena a competências dos Entes Federativos quanto à proteção do meio ambiente, bem como a preservação da floresta, fauna e flora. Esta é a razão porque o Governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB) tem viajado pelos continentes, negociando juntos as agencias financiadores internacionais os créditos de carbono da Floresta baseado na possibilidade de que o “Amazonas detém 15 milhões de hectares de floresta” e, segundo as estimativas das bolsas de valores, o preço no mercado vale atualmente $ 100 por tonelada. Nessa perspectiva financeira é que o governador criou com a participação do Bradesco, a Fundação de Direito Privado para captação de recurso internacional.
O NCPAM tem ampliado esta discussão junto aos internautas e vem registrando várias manifestações de especialistas, como é caso do pesquisador e doutorando da área de ciências sociais, Marcelo Seráfico, que faz considerações alertando a todos sobre as novas estratégias do capitalismo sustentável:
“como sabemos existe uma bolsa de valores para o ativo ‘carbono’. Isso significa, grosso modo, que o ‘seqüestro’ é uma forma de ‘financeirizar’ a floresta, isto é, de traduzi-la em investimento financeiro rentável. Logo, aqueles que forem proprietários de porções de floresta poderão se converter em grandes acionistas do mercado de ‘carbono’. Se isso for verdade, parece-me que deveríamos acompanhar as movimentações de compra e venda de terras na região para saber quem são os grandes beneficiários das políticas do governo estadual”.
Assim sendo, “estamos assistindo ao surgimento de um novo tipo de especulação imobiliária, aquele que nada tem a ver com o crescimento urbano das cidades e sim com a financeirização da ‘natureza’, uma espécie de glória para os economistas empenhados em tudo reduzir a cifras”, conclui o pesquisador.
No entanto, a pergunta do momento é: com a criação do Fundo para combater ao desmatamento da Amazônia feita pela Ministra Marina Silva, como fica a volúpia mercantil do governador Eduardo Braga?
A FLORESTA COMO GRANDE NEGÓCIO
O noticiário internacional da conta de que a Conferência de Bali, na Indonésia, que encerrou no dia 14 passado, gerou vários eventos paralelos sobre o mercado de carbono, para discutir sobre formas de reduzir emissões, financiadas por mecanismos de mercado e outros instrumentos financeiros. Da discussão participaram muita gente de Fundos de Investimentos, políticos oportunistas e corretoras financeiras, que zanzavam pelos corredores do encontro das Nações Unidas.
O mais interessante de tudo era quando se perguntava o que faziam por lá, a resposta era quase sempre a mesma: "contatos..." ou outras explicações mirabolantes para “dormitar bovino”. No entanto, como macaco velho em convenções da ONU, o coordenador da Campanha de Florestas do Greenpeace, Paulo Adário, manifestava seu posicionamento declarando que: "o grande risco é que a Conferência tenha se transformado em um supermercado de carbono." Em outras palavras, um grande negócio para os especuladores do Crédito de Carbono da Floresta.
- Postado por: Comissão Editorial às 02h01 PM
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13/12/07
O ETANOL E A REFORMA AGRÁRIA

disponíbilidade: www.faced.ufba.br
Ricardo Lima*
Uma das condições básicas para a superação do atraso econômico de um país é a distribuição eqüitativa das terras, com o incentivo a produção de alimentos para abastecer o mercado interno, amparado em medidas de proteção e valorização do pequeno e médio agricultor.
Herdeiro de um modelo de colonização pautado no grande latifúndio, com traços notadamente feudais, mas direcionado para a monocultura de exportação, o Brasil amarga ter umas das estruturas sociais mais desiguais do mundo, pois até hoje resistem o trabalho escravo e semi-escravo.
Contudo, apesar da demanda da reforma agrária já ser um paradigma bastante aceito entre os setores da sociedade mais progressistas, intelectuais de esquerda e movimentos sociais, vemos que, paradoxalmente, o governo atual, que se dizia progressista, tem tomado medidas que vão contra a urgência da reforma no modelo de propriedade rural.
O programa para o desenvolvimento do Etanol, festejado pela grande mídia conservadora, pelo governo e pelos grandes latifundiários como uma saída para superar o secular atraso econômico brasileiro, não fará mais do que reforçar a nossa perversa estrutura agrária, baseada no grande latifúndio exportador e concentrador de renda.
Os incentivos agrícolas estão indo quase em sua totalidade para grandes áreas de cultivo, onde o capital internacional tem investido milhões de dólares, resultando na privatização do nosso solo. Os dividendos deste bilionário negócio com certeza não ficaram por aqui.
O revista Sociologia Ciência e Vida, publicou recentemente uma formidável matéria sobre o assusto:
“Latifúndio não produz comida. Alta tecnologia não emprega. Isso é o genocídio de nosso povo. È a privatização completa do solo brasileiro. Não é exagero afirmar que este país pode vir a ser retalhado. Minas gerais passa a pertencer a Cagil. Amapá a George Soros. Pará a Bill Gates e assim por diante.” (pág 33)
Outro porém é que, com o fomento do bio combustível, a cultura da cana avançará, como já vem acontecendo, sobre áreas que outrora eram destinadas a produção de alimentos para o mercado interno, englobando as pequenas propriedades produtoras para produzir cana, encarecendo o preço de produtos alimentícios como o leite, a carne e feijão.
A América latina tem cerca de 54,5 milhões e pessoas sofrendo de desnutrição, ao invés de usar nossas terras agricultáveis para plantar comida, erradicar a fome e fazer justiça social, vamos, segundo Frei Betto: “alimentar carros e desnutrir pessoas.”
A importância da pequena propriedade rural é tamanha que responde por mais da metade da produção alimentar brasileira, no entanto, em virtude de um governo que de popular não possui nada, está perdendo cada vez mais espaço:
“Só este motivo já seria mais que suficiente para a realização da reforma agrária; entretanto, existem outros também muito importantes, como, por exemplo, o econômico. Agricultura familiar no Brasil, aquela produzida pela pequena e média propriedade, que pode ser tomada como modelo para uma reforma agrária, que contemple os que dela necessitam, responde hoje por 38% do valor bruto da produção agropecuária brasileira, 84% dos estabelecimentos rurais e por 77% da mão-de-obra do campo. Produz 84% de mandioca, 67% do feijão, 58% dos suínos, 54% da bovinocultura de leite, 49% do milho, 46% do trigo, 40% de aves e ovos e 31% do arroz que chegam à mesa dos brasileiros. Cerca de 80% dos municípios do país são essencialmente rurais, abrangendo 50 milhões de pessoas” (Michiles, 2006).
O Brasil, em vez de diversificar a matriz energética, investindo em energia solar e eólica, assim como dar maior ênfase em tecnologias de produção de energia, rende-se às demandas de uma casta de bem nascidos e de um capital internacional voraz que, reclamando um modelo agrário exportador pautado no grande latifúndio, impedem a valorização da pequena propriedade do campo e, por conseguinte a distribuição da mesma para justiça social.
O presidente Lula, ao criticar o movimento Cansei!, disse que os “ricos nunca ganharam tanto quanto estão ganhando agora”, infelizmente o molusco está certo...
*É aluno do curso de Ciencias Sociais da Ufam e pesquisador do NCPAM. Contato: ncpamz@gmail.com
O artigo publicado com assinatura é de responsabilidade exclusiva de seu autor.
- Postado por: Comissão Editorial às 09h46 AM
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11/12/07
O CINEMA COMO ESPÍRITO DO TEMPO

disponibilidade: www.externatoescola.com.br
Carlos Demétrio Garcia*
Desde os primórdios da misse-escene que articulistas e intelectuais engajados no cinema autoral vêm tentando descortinar o fino véu que separa a imagem pura da secundária, ou seja do pensamento pela imagem. Figuras como o psicólogo Mustenberg (1919) a doutores da filmologia tal como Arnhein (1933) tiveram o cinema como tema preferido, e particularmente, a questão da impressão da realidade no cinema.
Estes artigos ganham espaço em revistas importantes como Cahiers do Cinema e Cinéthique, provocando polêmicas e desagravos entre os teóricos e críticos numa clara tentativa de legitimar o cinema autoral ao mesmo tempo em que este se distinguiu do produto da indústria do filme. Podemos assim constatar que não é de hoje, dentro do campo da arte, o cinema se põe no "'fio da navalha' entre a grande obra e grande público..."
Recentemente, encontramos no Brasil o Sr. Smail Xavier, PhD em cinema pela Escola de Graduação de Artes e Ciências da New York University, que entre outras publicações acadêmicas podemos distinguir “Alegorias do subdesenvolvimento” como um trabalho dos mais importantes para a NYU. Estes polêmicos artigos ganham um espaço cada vez maior na imprensa especializada do mundo inteiro, a ponto de envolver figuras gigantes da cultura mundial nas causas do cinema, uns a favor outros contra; Não é de hoje que a fina película com sua trucagem de imagens no espaço de tempo mínimo de 24 quadros por segundo provoca ensaios e discussões inflamadas sobre este fenômeno ótico que subscreve fenômenos sócio -culturais.
O nosso cérebro, segundo neorolinguístas trabalha dados separando o essencial daquilo que é contingente, ou periférico, a memória então processa aquilo que tem significado segundo as nossas subjetividades racionalizadas, daquilo que não tem importância nenhuma na busca constante das nossas ações com fim de sentido, como dado qualitativamente construindo dentro de uma significância, digamos assim, mais humana do ponto de vista da afetividade; afinal, somos seres afetivos e sensíveis e o cinema representa este homem-pensamento, imaginário construído e reconstruído segundo o tipo de pensamento social em bases míticas recorrentes de estruturas antropológicas.
“As imagens não valem pelas raízes libidinosas que escondem, mas pelas flores poéticas e míticas que revelam”, diria Gilbert Durand ao falar sobre as imagens e o recalcamento do conteúdo do imaginário. O cinema trás bases míticas complexas e a indústria por sua vez conduz o homem numa nova interpretação de uma estética nova, ou mesmo na constituição de uma nova técnica.
Eu chamo isso de “Espírito do Tempo”, a “visage Ultramoderna” que se cristaliza no plasma da película e o cinema mais do que qualquer outro dispositivo traz este espírito do tempo na forma de imagens digitais em dolby son 5.1, oniria sem drogas, vertigem sem calafrios!
Podemos dizer que hoje vivemos este “espírito do tempo” onde homens e mulheres, organizações públicas e privadas, bem como organizações civis, cada vez mais utilizam-se da linguagem visual como forma ultramoderna de destilar seus sonhos e pesadelos, suas angústia e decepções; desconstruir o discurso do outro, ou mesmo desmistificar o mitificado.
É dado estatístico atual que nunca antes a humanidade utilizou-se tanto da imagem como código de comunicação com tanta intensidade como nos dias atuais - são dados para a preocupação de simiólogos estudiosos da área -e que tem alavancado a economia mundial com seus fones celulares com tecnologia de Internet e televisão digital móvel.
Trata-se de uma sociedade em rede fincando suas estruturas mentais na imagem e, esta imagem em novas bases tecnológicas e industriais; Assim, o espírito do tempo vai armazenando imagens em dvd's, computadores, leptop's, ou palmtop's, na espera muda de ser utilizada no cinema, na televisão, videoblog ou no youtub.
Tais convergências de tecnologia trarão convergências na forma de pensar o homem? talvez passamos do homo sapiens para o homem binário, seremos “avatares” em simuladores de vida pela Internet e o cinema e a sua linguagem cada vez mais fazendo parte deste mundo paralelo, nele poderemos ter uma vida espetacular, fora do lugar comum exatamente como é a vida no cinema.
Com o popularização da tecnologia, o cinema, ou melhor, o “fazer cinema” enfim chega às camadas populares. Sim! Em tese, qualquer um poderá fabricar sua imagem e fazer seu filme; as regiões consideradas historicamente alijadas do processo de cinema: seja como indústria ou seja como arte de autores e assim poderão cobrar agora a sua participação no processo maior.
Podemos dizer que o Amazonas foi alcançado por aquilo que representa de mais moderno no gênero dos discursos de nossa era, o discurso cinematográfico. No próximo artigo eu continuo a falar de como o Amazonas tem participado desta nova realidade no uso da imagem e de como a política cultural do Estado tem participado do processo neste primeiro momento como “atração” e depois como “repulsa” àqueles que querem e ousam sonhar em colocar o Amazonas no circuito brasileiro e internacional de cinema.
*É finalista do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas, videomaker e colaborador do NCPAM. Contato: ncpamz@gmail.com
O artigo publicado com assinatura é de responsabilidade exclusiva de seu autor.
- Postado por: Comissão Editorial às 03h40 PM
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9/12/07
MIRANTE DO COTIDIANO

Quadro: Cândido Portinari
Boas Festas
Assis Valente*
Anoiteceu!
O sino gemeu
E a gente ficou
Feliz a rezar
Papai Noel!
Vê se você tem
A felicidade
pra você me dar
Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel
Bem assim felicidade
Eu pensei que fosse uma
Brincadeira de papel
Já faz tempo que pedi
Mas o meu Papai Noel não vem
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não vem
* A arte encarnada em suas musas são amantes dos homens em todos os momentos da existência, principalmente, em se tratando dos cristãos, quando celebam a liturgia das relações sociais, numa perspectiva de re-ligar os homnes na comunhão para partilhar a realeza do Menino-Deus, que nasceu na manjedoura entre os animais do campo, não por opção, mas por exclusão social. José de Assis Valente, nascido na Bahia de todos os Santos é o autor dessa marcha, gravada pela primeira vez em 1933 por Carlos Galhardo e regravada por diversas vezes por outros intérpretes. A beleza de seus versos denuncia a desigualdade social e acalanta nos homens o sonho da felicidade ...sim, nem todos são filhos de Papai Noel, mas para os cristãos, somos todos filhos de Deus a clamar pela Paz como fruto da Justiça, a começar pela superação da desigualdade social.
- Postado por: Comissão Editorial às 05h56 PM
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