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5/1/08

MIRATINGA

Carnaval de Emiliano Di Cavalcanti, 1924

Quadro: Carnaval 2, 1924 - Emiliano Di Cavalcanti

 

O Carnaval do Governo

Está institucionalizado, os governantes deste país aproveitam as folias do carnaval para se afirmarem politicamente, repassando verba pública as escolas de sambas, blocos e bandas de rua.

É uma vergonha só, a farra que fazem com o dinheiro público tanto os governos estaduais quanto as prefeituras municipais. E quando segmentos da sociedade se posicionam contrários a essa “lambança”, seus cúmplices vêm a público afirmar que “se trata de investimento porque esse recurso aplicado tem retorno imediato”.

É verdade, porque o bloco governista ganha visibilidade e se transforma no “pai dos pobres” capaz de oferecer o circo a sua gente, transformando desse jeito o povo “no bobo da corte ou tripa do boi” para alegrar e fazer rir a realeza do poder e embalar o sonho do mandonismo provinciano manifesto na arrogância, usurpação e violência dos governantes.



“Bota a Bica pra Cuá”

O carnaval, fora do dirigismo dos governantes, é uma manifestação popular privilegiada, marcada por releituras críticas capazes de construir com arte suas manifestações de rua, exalando muito humor e alegria. Manaus tem se transformado numa praça das bandas, contrariando a lógica das Escolas de Samba, onde o povo foi reduzido à passividade dos desfiles militares, tão comum nos tempos da ditadura.

Nas bandas de rua não, o povo é protagonista, participa, constrói e decide o que cantar e como brincar. Atualmente, estima-se que em Manaus tenha mais de 60 bandas carnavalescas, puxando cordões e cantando bordões pelas ruas, becos e avenidas.

Nesse ritmo frenético da desordem criativa o destaque fica pra BICA, que “bota pra cuá”. A Banda Independente da Confraria do Armando (BICA), há mais de 20 anos, toca foco no carnaval de Rua de Manaus, brincando nos ritmos das marchinhas escrachantes sob o comando dos intolerantes Demônios da Tasmânia.
O desfile da BICA está marcado para o dia 26 próximo. Mas, se o gajo e a rapariga quiserem entrar na BICA antes é só marcar presente no Bar do português Armando, todas as quintas-feiras, nas vizinhanças da Igreja de São Sebastião, no Centro Histórico de Manaus.


Queimando Dinheiro Público

No Amazonas, em Manaus, estima-se que o carnaval deste ano deverá movimentar mais de R$ 10 milhões de reais. Só o governo do estado vai queimar mais de R$ 5 milhões nas folias de Momo.

A prefeitura, por sua vez, anuncia também que vai gastar mais de R$ de 1 milhão, sendo que as agremiações declaram que deverão consumir aproximadamente R$ 4 milhões de reais de seu recurso próprio.

Enquanto isso, a educação, a saúde, a segurança e a própria cultura andam com o pires na mão, fazendo de conta que funcionam. A máscara dos governantes tem sido a propaganda para convencer o cidadão de que “tudo vai bem” enquanto o povo tropeça no desgoverno das políticas públicas.


- Postado por: Comissão Editorial às 02h55 PM
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Marcha e Contramarcha da Bica

El carnaval del arlequín, 1925 de Miró

Quadro: El carnaval del arlequín, 1925 de Miró

 

Todos os anos durante o desfie da Banda Independente do Aramando (BICA), o carnaval passa, mas, o português Armando fica com o rabo preso na justiça, respondendo às cobranças de direitos autorais e, principalmente, de políticos travestidos que reclamam em juízo contra difamação e calúnia.

Para esse fim a diretoria dos biqueiros definiu uma estratégia dialética, atribuindo autoria de suas marchas aos finados brincantes da banda. Pois, as peças escrachantes são psicografadas, tendo como cavalo de terreiro o próprio português ou um dos membros do bacharelado da diretoria. Na transversalidade, que nem calango, os intelectuais do Bar do Armando movido à cerva, resolvem fazer uma marcha paralela para disputar a legitimidade do reinado de Momo, cantando versos, que a Diretoria da Confraria, publicamente, considera apócrifa. No entanto, todas têm o respeito e o reconhecimento dos brincando e passam a ser cantadas para tristeza dos políticos lambanceiros.

Agora, conheça as marchas e julguem qual a mais representativa quanto à linguagem da “Arca da Lambança” – Letra de Zequinha da Capri. Música de Altair Sodré Fernandes/Antonio Luis e Arranjo do Beto Beiçola/Armando Burégio:

O carnaval do arromba/ é só na minha Bica/ E a arca da lambança a balançar (Bis)/ Mostrando que vai ter suruba/ Na construção da ponte/ Que vai lá pra Iranduba./ Ai, ai minha Bica ai, ai/ Quem pula nessa bica (Refrão)/ Canta, grita nunca sai! / Manaus ô Manaus/ Do Sarafa ao Caderudo/ Já perdeu a esperança/ De Belle Époque / Virou arca da lambança./ Tem deputado lambanceiro/ Tem cascateiro vereador/ E é descarado o Zé Meloso/ É muita abacaba no fala governador./ O Armando disse e a Lurdes confirmou/ O Prosamim que o Dudu fez/ Alagou (Bis)/ Mas na Bica todo mundo canta/ Só um iceberg afunda a arca da lambança./ Ai, ai minha Bica ai, ai/ Quem pula nessa Bica (Refrão)/ Canta grita nunca sai.


A versão apócrifa chama-se “Arco de Noé” de Mário Adolfo, Simão Pessoa, Edu do Banjo e Mestre Pinheiro – (gravado em CD pelo Quarteto de um milhão de dólares):

(Aluísio, voz)

Lá vem o Ganso passo aqui passo acolá...Quá, qua (Bis)/ A minha Bica virou Arca de Noé/ Zé Melo não é burro/ Quer mamar no TCE – Caco...hei!! Zé Merenda/ A coisa tá ficando um horror/ Tem jumento que é prefeito/ Cavalo governador./ Ai doutor que desengano/ Ta dando tudo/ Cá na Bica do Armando/ Pra bicharada comunista tudo é festa/ Ontem foi revolução/ Hoje é Bolsa Floresta/ Caboco não é mais Mané/ Dudu paga cinqüenta/ Pra manter o pau em pé (Bis)./ Sarafa é o grande elefante/ faz tromba d’água/ E viaduto estressante/ Sarafa quando cava, cava fundo./ Mas onde bota a pata/ Sai fodendo todo mundo./ Amazonino, era abelha/ Hoje é morcego./ Não faz cera, Quer voltar pra prefeitura/ Chupando o sangue do Cabo Pereira/ Quem vai querer/ Armando tem x-porco/ E carteirinha da OAB/ Caco para vender!!! Castiga Ari/ Saúde Boto.


- Postado por: Comissão Editorial às 02h48 PM
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3/1/08

EMBATE ENTRE A SOCIEDADE CIVIL E O ESTADO

Quadro de Antônio Dacosta

* Luciano Braga

Michelangelo Bovero (1986 – professor da cátedra da universidade de Turim) constrói uma comparação dicotômica entre dois grandes teóricos da modernidade: Hegel e Marx, numa estrutura conceitual denominada por ele de modelo de hegelo-marxiano. De minha parte, o que me proponho é redimensionar a discussão na perspectiva de se compreender o embate relativo à Sociedade Civil/Estado.

Desse modo, o autor constata que na concepção hegeliana, a família é o primeiro elemento essencial no processo de formação do Estado, fundamentando-se numa totalidade com indivíduos independentes, constituindo, dessa feita, o princípio da Sociedade Civil, na qual a mesma deverá suprir toda base de sustentação necessária de seus membros.

A relação entre direito abstrato e moralidade por um lado, e Sociedade Civil/Estado por outro, fundamentada em dimensões individuais e coletivas, não se desenvolvem distintamente, mas independentemente. Em suma, resulta que os elementos jurídicos e morais não podem existir por si naturalmente, devendo ter como finalidade o elemento ético.

Para o autor, Hegel considera a condição “natural” como uma antítese, tratando-se de uma forma primária quanto à concepção histórica da condição civil. Ele considera que os sujeitos são livres e autônomos e não podem ser tratados uns pelos outros como um simples existir imediato, como algo meramente natural, e sim como indivíduos livres que não tolerem a naturalidade alheia e nem a sua própria.

Ao contrário deve-se por em prática ações imediatas singulares a sua própria vida e a vida alheia com o objetivo de conquistar a liberdade, consistindo imediatamente, no reconhecimento e, portanto, numa relação entre livres, possibilitando o domínio de um sobre o outro sob a força do Estado, refutando qualquer relação entre o Estado de Natureza e o Direito.

Quanto à Marx, Bovero considera como um simples herdeiro da dialética do humano tendo acrescentado certa atenção ao concreto, com certa bagagem econômica e uma base revolucionária. Em contraposição a Hegel, Marx posiciona-se afirmando que seria redutivo analisar a filosofia prática entre sociedade civil e Estado.

A abordagem marxista, segundo Bovero, compreende a sociedade a partir da estrutura da coletividade à medida que as categorias do direito privado e da moral (superestrutura jurídica e ideológica) relacionam os homens a Sociedade Civil. Essa evidência em Hegel, não se vê, já que o indivíduo exerce uma figura dupla tanto de pessoa jurídica quanto do sujeito moral, o que precede as estruturas coletivas da relação Sociedade/Estado.

Pode-se dizer que a produção teórica marxiana desenvolve-se ao longo de um processo de análise relativa à anatomia da sociedade civil burguesa, onde o ponto essencial é a introdução do conceito do capital como relação social (e, portanto em geral, dos conceitos de “modo de produção”, “relações de produção”, “mas valia”, e outros.)

Ao desenvolver sua análise, Bovero cita Hegel em uma conjuntura social, que muito se compara com nossa realidade, na medida em que na nossa sociedade, a corrupção e a impunidade são opostas, bem como Hegel avalia a respeito da ética e da moral. Dessa feita, a Sociedade Civil encontra-se impotente e ao mesmo tempo perplexa com as absolvições de corruptos em Brasília e o avanço das práticas ditatoriais renascentes na América Latina.

No Brasil, pode-se entender que a Sociedade Civil enquanto força democrática tem sido contida, embora em alguns momentos, tenha se expressado de forma clara e objetiva. É o caso recente referente à pesquisa do Instituo Datafolha, onde disse “não” ao 3° mandato do presidente Lula e a qualquer outro nome partidário apresentado, mostrando desprezo pela proposta de continuísmo do PT.

Contudo, entende-se que há necessidade da Sociedade Civil tornar-se cada vez mais organizada e participativa para sustentar o equilíbrio de força em relação ao domínio do Estado e, ao mesmo, tornar-se o instituto legítimo do controle social.

- BOBBIO, Norberto; BOVERO, Michelangelo. Sociedade e Estado na Filosofia Política Moderna. São Paulo: Brasiliense. 1986.

* Discente do curso de Ciências Sociais da Ufam e pesquisador do NCPAM. contato: ncpamz@gmail.com

O artigo publicado com assinatura é de responsabilidade exclusiva de seu autor.


- Postado por: Comissão Editorial às 04h32 PM
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31/12/07

O NCPAM DESEJA UM PRÓSPERO ANO NOVO!


- Postado por: Comissão Editorial às 05h53 PM
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RECEITA DE ANO NOVO

 

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
 


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
 


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

 

Carlos Drummond de Andrade


- Postado por: Comissão Editorial às 05h48 PM
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30/12/07

MIRANTE DO COTIDIANO

Foto: Ademir Ramos.

fico triste de não ver nenhum sinal de instalação de bibliotecas com programas de estímulo à leitura”.

Aníbal Beça é o nome literário de Aníbal Augusto Ferro de Madureira Beça Neto, poeta, tradutor, compositor, teatrólogo, jornalista e, atualmente, é o presidente do Concultura – Conselho Municipal de Cultura de Manaus. O NCPAM buscando fazer um balanço da cultura pautou esta entrevista via interenet com o presidente do Concultura para dar visibilidade às práticas culturais operantes, assim como avaliar as políticas públicas e examinar também o que os formuladores das políticas culturais estão planejando para 2008. Além das realizações de 2007, o entrevistado questiona e explica porque não faria o Festival de Jazz no Amazonas. Da mesma forma, lamenta o abandono do interior do Estado pela omissão dos governantes, em não promover políticas de incentivo a leitura e nem tampouco a construção dos equipamentos necessários – bibliotecas, teatros, assim como a criação de agentes animadores da cultura.

NCPAM: Qual o balanço a ser feito das políticas públicas no Estado e no Município quanto à cultura?
Aníbal Beça: Como se sabe, a cultura em nosso país sempre foi tratada como "varejo", isto é, como não sendo prioritária, relegada ao seu papel de "gata borralheira", a filha enjeitada e espúria. Já fomos expulsos da "Res-pública" de Platão... portanto, nada disso me assombra, eu que estou nessa causa desde os 13 anos de idade.
Acho que nesse embate, devemos nos portar como se fora numa constante guerrilha: a cada três passos, um se recua. Os avanços têm-se dado, sim, mas de maneira muito tímida.

NCPAM: O movimento cultural no Estado tem razão para celebrar alguma conquista ou tudo foi jogo de cena?
Aníbal Beça: No Estado, o que todos devemos celebrar é a instalação do Fundo Estadual de Cultura com seu conselho gestor paritário. Quando de fato estiver funcionando, aí sim, haveremos de sentir a inversão de algumas linhas de ação. Não mais de baixo para cima como até pouco tempo era regra. Acho que está correta a posição do secretário Robério Braga quanto ao Festival de ópera, o Festival de Cinema. Só discordo, e explico porque não priorizaria o Festival de Jazz. A nossa MPB está completamente abandonada. Fenômeno que se sente de Norte a Sul do país. Então por que realizar um festival de música extremamente especializado, deixando de contemplar a nossa música popular? Outra coisa que precisa ser repensada é quanto à assistência cultural para os outros municípios. Acho que somente amparar festas é muito pouco. Acaba, que Parintins, Manacapuru e Barcelos são altamente recompensadas em detrimentos de outras. Mas o que fico triste, de verdade, é não ver nenhum sinal de instalação de bibliotecas com programas de estimulo à leitura. Nesse ponto, tanto o Estado quanto o Município, estão a dever a todos nós.

NCPAM: Quanto a Manaus o que temos de novo?
Aníbal Beça: Com relação ao município de Manaus, mesmo não consultando à sociedade civil e muito menos o Conselho Municipal de Cultura (pasme!), a criação da Secretaria de Cultura é o fato novo em nosso arraial. A nota destoante foi à extinção da Fundação Villa-Lobos. Criada para atuar na esfera da música erudita e popular, instrumental e coralista. Uma não impediria a outra. Ainda bem que o nosso Conselho, atipico, pode receber doações e atuar no regime autárquico de Fundação captando recursos para os braços culturais da PMM – Prefeitura Municipal de Manaus.

NCPAM: Na verdade qual a função do Conselho...
Aníbal Beça: Uma das funções como gestor do Fundo Municipal de Amparo às Artes. A outra função: a de oferecer à Secretaria de Cultura, através de discussões no plenário paritário, as diretrizes da política cultural do município. Coisa que vem acontecendo com o secretário Sebastião Assante. Haja vista o projeto vencedor "Regatão Cultural", um sonho antigo, saído por minha indicação em reunião do Conselho, para contemplar os bairros periféricos de Manaus, levando e trazendo cultura e instalando oficinas permanentes de dança, música e artes plásticas.

NCPAM: Se tivesse de destacar um fato significativo, o qual seria?
Aníbal Beça: O fato que eu reputo como o mais importante em 2007 foi, sem dúvida, a entrega dos 14 livros vencedores dos Prêmios Cidade de Manaus, hoje o maior prêmio, em abrangência de gêneros, do nosso país. São 16. A saber: romance e novela, conto, poesia, crônica, memória, literatura infantil, teatro infantil, teatro adulto, ensaio de literatura, ensaio de folclore, ensaio de história, ensaio sócio-econômico, ensaio de cinema, ensaio de artes plásticas, ensaio de dança e jornalismo literário. Outro ponto a destacar foram as oficinas oferecidas de empreendedorismo, de confecção de projetos, de ilustração, de haicais e outras.

NCPAM: Depois dessa avaliação quais são as perspectivas?
Aníbal Beça: Para a nossa querida cidade, pretendemos ampliar as ações nos bairros, indo aos mais distantes, não só com eventos, mas chamando a comunidade para se tornar parceira em atividades culturais, instalando Pontos de Cultura, oferecendo premiação para montagens de teatro, mostras de música, salões de artes-plásticas, festivais de vídeo e cinema, mas sempre fazendo oficinas de capacitação nessas áreas. A formação tem que vir pari passu. Aliás, a FORMAÇÃO é a palavra de ordem. Por isso vamos lutar pela implantação de outro projeto saído do Conselho: A POLYTHEAMA - Escola Técnica das Artes de Manaus. Como o próprio nome grego revela, a intenção é abarcar e oferecer "muitas artes". À maneira da Escola Luiz Carlos Ripper do Rio de Janeiro, projeto da jornalista e atriz Jalusa Barcellos, e também do modelo dos Liceus de Salvador, Recife e João Pessoa. É uma ação de inclusão social eficientíssima.

NCPAM: E as parcerias...
Aníbal Beça: Queremos também estreitar nossos laços com ONG's e OSCIP's, conhecermos mais o que o chamado Terceiro Setor tem a nos oferecer, nos debruçarmos mais à Economia da Cultura, tudo com vistas a tornar o meio cultural mais amparado financeiramente, lutando por uma administração menos burocrática, em nome da modernidade. Afinal, a Cultura é quem maior contribui para o nosso PIB.


- Postado por: Comissão Editorial às 11h31 AM
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